Violência Urbana

Autor da obra: Juan Carlos Romero

Leia matéria de  Eduardo de Freitas na página Violência

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Arte com animais

obras de arte controversas que utilizam animais 7 O Museu de Arte de Aspen, nos EUA, nem tinha aberto suas portas oficialmente ao público ainda quando uma de suas exposições causou uma polêmica enorme. A instalação “Moving Ghost Town”, de Cai Guo-Qiang, contaria com três tartarugas africanas que passeavam em torno de uma galeria, cada uma com dois iPads afixados em seu casco. Os aparelhos exibiam vídeos de cidades fantasmas locais. O museu reivindicou que a obra cultivava uma abordagem específica da cultura e história, mas ativistas de direitos animais rebateram o discurso como puro e simples abuso de animais. Veja outras obras de arte controversas que utilizam animais. Saiba como denunciar maus tratos aos animais.

Cildo Meireles (1948)


Cildo Meireles é um dos artistas mais importantes da arte contemporânea brasileira. Seu trabalho, pioneiro no campo da arte da instalação, prima pela diversidade de suportes, técnicas e materiais, apontando quase sempre para questões mais amplas, de natureza política e social.

Concebida em 1967, a obra Desvio para o Vermelho foi montada em diferentes versões desde 1984 e exibida em Inhotim em caráter permanente a partir de 2006. A obra é formada por três ambientes articulados entre si: no primeiro deles (Impregnação) nos deparamos com uma exaustiva coleção monocromática de móveis, objetos e obras de arte em diferentes tons, reunidos de uma maneira improvável. Nos ambientes seguintes, Entorno e Desvio, acontece o mesmo fenômeno da primeira sala, a cor satura a matéria, se transformando em matéria.

Aberta a uma série de simbolismos e metáforas, desde a violência do sangue até conotações ideológicas, o que a obra oferece é uma seqüência de impactos sensoriais e psicológicos ao espectador: uma série de falsas lógicas que nos devolvem sempre a um mesmo ponto de partida.

Fonte

Louise Bourgeois (1911/2010)


Louise Bourgeois, ‘A destruição do pai”, de 1974
gesso, látex, madeira e tecido, 237.8 x 362.3 x 248.6cms

LOUISE BOURGEOIS EM CONVERSA COM DOUG MCCLEMONT
Trecho da entrevista realizada em agosto 2007

Embora conhecida por ser cética sobre a capacidade de entrevistas para esclarecer qualquer significado importante, Louise Bourgeois respondeu de forma maravilhosamente articulada e apaixonada às perguntas sobre a sua vida e o seu trabalho.

Aos 95, ela ainda é forte e encantadora.

DOUG MCCLEMONT: Eu sei de seu interesse pelo medo, como conceito e como emoção. Você tem sido citada como tendo dito que teme tudo. Será que isto ainda é válido para você? Há alguma coisa que você teme agora?

Louise Bourgeois: Eu temo não ser capaz de agradar as pessoas que eu quero.

DM: Falando de agradar outras pessoas, como você se sente quando você vê “A Destruição do Pai” agora?

LB: E cheguei à paz com meu pai, mas num certo momento minhas dificuldades com ele foram demais para me segurar. Esses sentimentos foram assim, intensos, por muito tempo. Depois eles se perderam e isso afetou meu relacionamento com as pessoas. Esses antigos sentimentos passaram a funcionar sob a forma de autodestruição. Minha frustração, meu ressentimento e as pressões constantes de meu pai cresceram Meu pai reduziu minha autoconfiança e me fez sentir medo. Eu canalizei todos os meus sentimentos contra ele para a obra “Destruição do pai”.

DM: É justo dizer que é uma de suas obras mais teatrais?

LB: Não havia nada de teatral em termos de meus sentimentos. Talvez, o único teatro que ocorreu foi o espetáculo do meu pai na mesa de jantar, que foi a origem da obra. Todas as dinâmicas familiares se desdobram como teatro. Tudo o que sei é que quando eu terminei o trabalho, me senti muito melhor. Essa é a magia.

DM: Tem todas as suas esculturas – mesmo as aranhas maternais e reconfortantes – células alienantes e auto-retratos em algum nível?

LB: Todas as minhas esculturas são retratos de relacionamentos, entre mim e outra pessoa.

José Bechara (1957)

A violência perpassa os espíritos em versões variadas, algumas delas silenciosas embora avassaladoramente sufocantes, abalando qualquer ilusão de que exista um refúgio seguro, a começar por sua expressão mais essencial, a casa. Sensação confirmada pela “Casa” que José Bechara expôs no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, ainda que ela esteja longe de ser uma ilustração literal dessa situação. A rigor, em se tratando de um artista como José Bechara, nunca se poderá dizer ao certo se a violência que impregna sua obra vem de dentro ou de fora. Haverá sempre a suspeita que ele seria o mesmo ainda que trabalhasse na Suíça…

Agnaldo Farias

Barnaby Barford (1979)

O artista plástico britânico Barnaby Barford criou uma inusitada série de estatuetas de porcelana que retratam cenas do cotidiano de jovens delinquentes do país
A técnica utilizada por Barford consiste em cortar e modificar estatuetas de porcelana comuns ou antigas compradas em lojas de artigos de segunda mão ou vendidas por famílias que querem se livrar de objetos velhos.
Em uma das esculturas, as figuras de porcelana mostram jovens praticando “happy slapping”, uma prática que surgiu em 2004 em escolas londrinas e que consistia em uma agressão inesperada contra uma vítima escolhida aleatoriamente, enquanto um colega do agressor filmava a ação com um telefone celular.

Fonte

A industria do sexo

Uma instalação de arte, polêmica e engajada, reproduz a trajetória de mulheres que são vítimas do tráfico mundial da indústria do sexo. Journey, que foi instalada no Washington Square Park, em Manhattan, Nova York, em dezembro 2009, continua sua turnê mundial. A colaboração criativa e chocante de um grupo de artistas tem como objetivo abrir os olhos do mundo para o crime do tráfico humano, do qual pouca gente tem conhecimento. Este mês, sete contêineres, que contam a história de Elena Varga, uma adolescente de 19 anos da Moldávia, estão em Madri, Espanha.

O projeto tem o aval da atriz Emma Thompson, que conheceu Elena e resolveu contar a história de seu inferno. Os contêineres dividem em sete partes a tragédia pela qual passam mulheres imigrantes que são obrigadas a trabalhar como prostitutas em países ricos.

Artistas diferentes fizeram a curadoria de Esperança, Viagem, Uniforme, Quarto, Cliente, Estigma e Ressurreição. Colaboraram com o projeto nomes famosos, como o artista plástico Anish Kapoor, a figurinista Sandy Powell, o grafiteiro Mode 2, o diretor de arte Michael Howells e a ativista de direitos humanos Helen Bamber, além da vítima que inspirou a ação. Journey tira das sobras o crime do tráfico humano, uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo atualmente. “As pessoas não querem saber desse problema”, disse a atriz na promoção da escala nova-iorquina do projeto. “Está escondido, é criminoso, é perverso e sim, acontece aqui mesmo na porta da nossa casa. Para mim, é muito importante tentar explicar isso da melhor maneira possível para as pessoas”