Maria da Penha

Maria da Penha encara a foto para o passaporte, quando foi conhecer a Argentina

Foto para o primeiro passaporte

Maria da Penha tem sono pesado. Capota e só acorda no dia seguinte. Na madrugada de 29 de maio de 1983, porém, teve seu repouso interrompido pelo pior pesadelo da vida…

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Louise Bourgeois (1911/2010)


Louise Bourgeois, ‘A destruição do pai”, de 1974
gesso, látex, madeira e tecido, 237.8 x 362.3 x 248.6cms

LOUISE BOURGEOIS EM CONVERSA COM DOUG MCCLEMONT
Trecho da entrevista realizada em agosto 2007

Embora conhecida por ser cética sobre a capacidade de entrevistas para esclarecer qualquer significado importante, Louise Bourgeois respondeu de forma maravilhosamente articulada e apaixonada às perguntas sobre a sua vida e o seu trabalho.

Aos 95, ela ainda é forte e encantadora.

DOUG MCCLEMONT: Eu sei de seu interesse pelo medo, como conceito e como emoção. Você tem sido citada como tendo dito que teme tudo. Será que isto ainda é válido para você? Há alguma coisa que você teme agora?

Louise Bourgeois: Eu temo não ser capaz de agradar as pessoas que eu quero.

DM: Falando de agradar outras pessoas, como você se sente quando você vê “A Destruição do Pai” agora?

LB: E cheguei à paz com meu pai, mas num certo momento minhas dificuldades com ele foram demais para me segurar. Esses sentimentos foram assim, intensos, por muito tempo. Depois eles se perderam e isso afetou meu relacionamento com as pessoas. Esses antigos sentimentos passaram a funcionar sob a forma de autodestruição. Minha frustração, meu ressentimento e as pressões constantes de meu pai cresceram Meu pai reduziu minha autoconfiança e me fez sentir medo. Eu canalizei todos os meus sentimentos contra ele para a obra “Destruição do pai”.

DM: É justo dizer que é uma de suas obras mais teatrais?

LB: Não havia nada de teatral em termos de meus sentimentos. Talvez, o único teatro que ocorreu foi o espetáculo do meu pai na mesa de jantar, que foi a origem da obra. Todas as dinâmicas familiares se desdobram como teatro. Tudo o que sei é que quando eu terminei o trabalho, me senti muito melhor. Essa é a magia.

DM: Tem todas as suas esculturas – mesmo as aranhas maternais e reconfortantes – células alienantes e auto-retratos em algum nível?

LB: Todas as minhas esculturas são retratos de relacionamentos, entre mim e outra pessoa.