Transito

É inegável que os acidentes de trânsito constituem um grave problema nos diversos países do mundo. Apesar de que muitos tratam a violência no trânsito como problema de saúde pública, não podemos relegar tão grave situação e assistir, diuturnamente, o número crescente de mortes com tanta naturalidade.

Para se ter uma dimensão da questão, a Organização Mundial da Saúde – OMS, indicou a ocorrência de 1,2 milhão de mortes por acidente de trânsito no mundo, com mais de 50 milhões pessoas feridas no ano de 2004. Aparentemente, pode parecer somente estatística ou não representar muito para o leitor, mas constitui a principal causa de mortes entre os homens na faixa etária entre os 15 e 44 anos. Não se assuste, é isso mesmo, para esse grupo é mais provável morrer de acidente de trânsito do que de câncer, AIDS, problemas cardíacos ou de outras formas de violência como o homicídio.

Em nosso país não é diferente, estima-se a quantia de 35 mil vítimas fatais por ano, sabendo que devido ao sub-registro os valores reais certamente são superiores.

Existe divergência entre os especialistas a respeito das principais causas dos acidentes de trânsito, no entanto há um certo consenso no sentido de que o uso de álcool e a velocidade excessiva são fatores mais importantes.

Sob este prisma que englobo os órgãos de segurança pública como co-responsáveis para prevenir o genocídio causado pela violência no trânsito. O fenômeno da violência no trânsito tem que ser visto na sua complexidade, não avançaremos em nosso propósito de preveni-lo, se não incluirmos, como objeto de atenção, todos envolvidos na situação.

Não há como indicar receitas, mas precisamos colocar o tema em foco, realizar debates nos diversos espaços sociais, visando gerar sensibilização sobre a questão. No momento em que a sociedade civil se organizar para cobrar, sem sombra de dúvida, exercerá um importante papel de fomentar o correto funcionamento da rede de justiça – do policial ao juiz, incluindo o legislador.

“Faz parte do caminho de construção de uma cidadania plena a retomada de nosso sentimento de potência, de pró-atividade, de autoria, de capacidade de influir, de fazer diferença.”

Carlos Eduardo Zum

Jésus Cássio de Abreu Júnior, 1º Tenente da PMMG

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