Iberé Camargo (1914/1994)

Como conceito eminentemente artístico, e dentro dos limites da representação, a tragédia apresenta-se como metáfora da última fase do trabalho de Iberê Camargo, produzida a partir da década de 1980 e tendo como singularidade o retorno à representação figurativa.

Era o dia 5 de dezembro de 1980 quando aconteceu a maior tragédia na vida de Iberê. O pintor deixou o ateliê mais cedo, à procura de uma loja de cartões natalinos. Quando dobrava uma esquina no bairro de Botafogo, parou para observar a discussão de um casal. O marido, vestindo apenas um calção, irritou-se: “O que é que está olhando?” Após um empurra-empurra, Iberê e o desconhecido caíram no chão. Assustado, Iberê sacou a arma e matou o homem. Detido na hora, passou um mês na prisão, até receber habeas-corpus.

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Sobre Betty Alvarez
Artista plástica, ceramista e designer de superfícies. Pesquisa a história e as conexões da arte. Ministra aulas e oficinas externas e no seu ateliê Tripolye.

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